Perfil – Jô Soares

Humorista, redator, escritor e apresentador. Esses são apenas alguns dos talentos de JÔ SOARES, que completa hoje mais um aniversário. Aos 74 anos, tinha, quando criança, o sonho de ser diplomata. Natural do Rio de Janeiro, estudou no São Bento, um dos colégios mais respeitados da cidade, e também no Lausanne, na Suíça.

Jô abandonou o sonho de ser diplomata por volta dos 20 anos quando já estava fascinado pelas artes. Foi em 1958, quando retornou à sua cidade natal que Jô ingressou no cinema, sendo dirigido por Carlos Manga em ‘O homem do Sputnik’. No ano seguinte, contratado pela TV Continental escreve roteiros para a “TV Mistério”. Ainda em 59, transfere-se para a TV Rio e participa do “Noite de Gala” e “Grande Teatro Tupi”. Um ano mais tarde, Jô migra para a Record e como autor e humorista integra o elenco de “Praça da Alegria” e “Quadra de Azes”.

A volta à TV Rio veio em 1963 para participar da produção do “Programa Silveira Sampaio”, sendo o responsável pelas entrevistas internacionais. Na Globo, Jô Soares chegou em 1966 e esteve no elenco de programas humorísticos – entre eles, “Quadra de Sete”. Jô muda de novo de emissora em 1967 e retorna para a Record. Lá, escreve ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega a lendária “Família Trapo”, estrelada pelos já falecidos Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Renato Corte Real e Ronald Golias.

Em 1970, Jô volta para a Globo e fica até 1987. No período, acumulou vários programas, entre eles, os humorísticos “Faça Humor, Não Faça Guerra” (onde também era redator), “Satiricom”, “Balança, Mas Não Cai” e “Planeta dos Homens”. Em 1973, sua parcela de entrevistador é vista pela primeira vez no mal sucedido “Globo Gente”. Já em 1981 ganha seu primeiro programa solo de humor, o “Viva o Gordo”. Surgem a partir daí vários personagens: Capitão Gay, Reizinho, Vovó Naná, Ciça e Zezinho entre outros. Ainda na Globo, integra o elenco do especial “Pluct, Plact, Zum…”, de 1983.

A grande virada de Jô Soares veio em 1988 quando estreou, no SBT, o “Jô Soares Onze e Meia”. O programa revolucionou o fim de noite e o formato de ‘talk-show’. Ainda na emissora conduziu por um curto período o “Veja o Gordo”. Em 2000, Jô volta, pela segunda vez, para a Globo e passa a ancorar o “Programa do Jô”. Como escritor, Jô teve colunas nas revistas “Manchete” e “Veja” e nos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo” e lançou os livros ‘O astronauta sem regime’, ‘Humor nos tempos de Collor’ e ‘A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar’.

A veia literária mais aguçada surgiu em 1995 com ‘O Xangô de Baker Street’, seguido de ‘Quem matou Getúlio Vargas’, ‘Assassinatos na Academia de Letras’ e ‘As esganadas’. No teatro, Jô esteve em várias montagens, seja como ator ou diretor. Entre elas, ‘O auto da Compadecida’, ‘Os sete gatinhos’, ‘Romeu & Julieta’, ‘O estranho casal’ e ‘Às favas com os escrúpulos’, além de espetáculos humorísticos como ‘Viva o gordo e abaixo o regime’ e ‘Na mira do gordo’.

O também pintor passou ainda pelo cinema em filmes como ‘O pai do povo’, ‘Sábado’ e ‘Person’. Entre tantos troféus que Jô Soares conquistou estão 16 Troféus Imprensa (como produtor humorístico, humorista e por seus programas de entrevistas e de humor), 7 Troféus Internet e 8 prêmios da APCA.

  • 10/01/2012
  • Administração

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