Por Crivella, Globo e Record podem entrar em nova guerra

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Denúncia  do Jornal Nacional à IURD e Record em 2009

Para quem não mora no Rio de Janeiro as eleições podem estar quentes no 2º turno apenas por causa dos ataques entre os candidatos que ainda estão na disputa. No Rio, além disso, as eleições ganharam outra característica: a presença da mídia no embate entre Marcelo Crivella e Marcelo Freixo.

Em seus programas eleitorais, Crivella tem acusado a Globo e a revista Veja de tentarem manipular o voto do eleitor, após os dois veículos divulgarem fotos de sua prisão há 26 anos. Segundo a imprensa carioca, a passagem da vida de Crivella fazia parte de um dossiê produzido pela campanha de Pedro Paulo, do PMDB, que ficou de fora do segundo turno e foi usado por Veja e Globo a uma semana das votações do próximo domingo (30).

Globo e Veja negam parcialidade e dizem exercerem a “liberdade de imprensa”.

De novo?

Nos bastidores da imprensa carioca a sensação é de que uma nova guerra entre Globo e Record pode estar por vir.

A última batalha entre os canais aconteceu em 2009. Aproveitando uma nova investigação do Ministério Público contra a IURD, o jornalismo da Globo deu amplo destaque a denúncias contra a Igreja Universal, com reportagens de mais de 20 minutos. Na ocasião, a Record contra-atacou com denúncias à Globo (sobre o uso de área pública em sua sede paulistana, a polêmica da compra da Globo SP e até mesmo a vida particular dos donos do canal carioca foi exposta) também em seus telejornais.

Profissionais das duas emissoras ouvidos pelo “Central de Notícias” confirmam que o clima é quente, principalmente na Globo. A emissora não se conforma  em ver o sobrinho de seu rival, Edir Macedo, virar a maior autoridade da cidade onde reside sua sede.

Novas denúncias contra a Igreja Universal do Reino de Deus podem ser desengavetadas no próximo ano como tentativa de fragilizar a instituição que comanda a Record.

Já nos bastidores do canal de Edir Macedo o que se comenta é que a situação é muito diferente de 2009, quando a Globo atacou a IURD e a Record. Na época, o canal paulistano estava “deslumbrado” com o crescimento de audiência e as provocações à Globo eram constantes em publicidades, entrevistas de diretores e na própria emissora. Nas palavras de um funcionário da Record, perante a sociedade a sensação era de que “a emissora até que fez por merecer um contra-ataque”. Agora, na avaliação do mesmo profissional, a Record está mais madura, as provocações a concorrente praticamente não existem mais e o cenário do país também mudou. “Graças as redes sociais a forma das pessoas receberem as noticias mudou. Quando uma noticia é dada o público questiona primeiro “por que ela está sendo dada” e quem a está dando. As denúncias contra Crivella no Rio, apesar de terem sido amplamente destacadas por poderosos veículos, praticamente não surtiram efeito”, completou o profissional. Para concluir, a mesma fonte ouvida pelo “Central de Notícias” afirma que a Record “também se prepara para possíveis ataques” da emissora rival quando necessário e que “felizmente o jornalismo é o gênero da programação da Record em que o público mais confia”.

  • 28/10/2016
  • Administração

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