Maior acerto da Record na mudança de marca é o reconhecimento da própria história

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No lançamento do novo posicionamento de mercado, na última quinta (24), o ponto que mais chamou atenção foi o reconhecimento da própria história feito pela Record.

A emissora lançou o slogan “reinventar é a nossa marca” e ressaltou que é o canal com maior tempo de operação no Brasil e que por lá passaram grandes nomes da televisão (como Hebe, Silvio Santos, Jô Soares, Golias) e da música (como Jair Rodrigues, Chico Buarque, Elis Regina). Importante, também, foi lembrar aos telespectadores que a Record exibiu as primeiras transmissões de futebol ao vivo do Brasil, assim como foi uma das pioneiras na teledramaturgia.

Com essa excelente sacada, a Record se descola da fase em que ficou conhecida como “cópia” da Globo. Aliás, fase que proporcionou grandes crescimentos de audiência, mas que hoje, percebe-se, trouxe arranhados profundos na imagem institucional do canal. Para uma emissora que tem tanta história para contar, que é a mais antiga em operação no Brasil, se resumir a um simples rascunho da concorrente é um tanto quanto humilhante.

Desafios

A nova fase da Record nasce com boa aceitação do público. Nas redes sociais, a maior parte dos comentários sobre o lançamento da nova logomarca foi positiva. O desafio da “nova Record” é dar mais destaque ao elenco da dramaturgia, ainda escondido e sem status de “estrelas” como os apresentadores e jornalistas da casa. Como o Central Notícias noticiou, a Record escalou atores do primeiro escalão para comandar o especial de fim de ano “Família Record” e a chamada de filmes para valorizar seu elenco. E assim deve ser: os artistas da dramaturgia devem estampar campanhas institucionais, interagir com apresentadores e jornalistas, ou, não serão lembrados e valorizados como deveriam.

  • 25/11/2016
  • Léo Rocha

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