Mato Grosso é privilegiado, por estar localizado no berço da bacia Amazônica. Por esse motivo é um dos poucos estados que não correm o risco de enfrentar graves problemas de abastecimento de água em 2015.
De acordo com a Agência Nacional das Águas (Ana), dos 5.565 municípios brasileiros, 3.059 poderão sofrer déficit no abastecimento de água. Em Mato Grosso, dos 141 municípios, apenas 12 correm o risco de desabastecimento.
O Estado tem grande parte de seu território inserido na Região Hidrográfica Amazônica, que corresponde às sub-bacias do Juruena, Teles Pires e Xingu. Já as porções leste e sul do estado estão localizadas nas regiões hidrográficas do Tocantins-Araguaia e do Paraguai. Cerca de 43% dos municípios são abastecidos exclusivamente por águas superficiais, 41% por águas subterrâneas – sendo que o sistema aquífero Parecis é a principal fonte hídrica – e 16% pelos dois tipos de mananciais.
Segundo o estudo, mesmo com a previsão do crescimento da população, 85 municípios apresentam condições satisfatórias de abastecimento até 2015. Isso porque a boa disponibilidade hídrica do estado proporciona um equilíbrio com relação ao tipo de nascente utilizada para a distribuição de água.
Entre as cidades que necessitam de novos mananciais para a garantia do sistema de abastecimento estão: Sinop, Sorriso, Colíder, Poconé, Vila Rica e Lambari d’Oeste. Mais de um terço dos municípios, que corresponde a 44 cidades, necessita apenas de investimentos na ampliação dos sistemas de produção de água existentes.
Investimentos
O total de investimentos previstos para garantia da oferta de água soma mais de R$ 200 milhões, e deve beneficiar 56 municípios. Do total de investimentos são previstos R$ 130 milhões somente para ampliação e adequação de sistemas produtores, onde estão incluídos os investimentos na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, que abrange 27% da população do Estado.














