Com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o estudo apontou que, no Brasil, 1,3% das riquezas (PIB) produzidas em 2009 foram gastas com educação privada.Para comparar, a média da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne nações ricas, foi de 0,9%.
O investimento privado brasileiro com educação é equivalente ao da Austrália, cujos alunos conseguiram o 9º melhor posto em ranking de leitura. O Brasil ficou em 53º. A Alemanha gastou 0,7% e está na 20ª posição.
Os dados abrangem mensalidades, do ensino básico à pós-graduação, cursos extras e material -no país, são raros levantamentos sobre gastos privados com ensino.
“Nosso gasto reflete a má qualidade da rede pública. As poucas famílias que podem gastar não veem outra opção”, diz Naercio Menezes Filho, autor do estudo. “Nos países da OCDE, em geral, gasta quem quer pôr o filho em tipo específico de escola.”
De acordo com a pesquisa, 30% das famílias brasileiras gastaram com educação privada em 2009.”Há dupla tributação no país, porque as famílias pagam impostos, que bancam o ensino público














