RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Após negar provimento ao recurso da empresa Limpatech Serviços e Construções, a prefeitura pretende dar os últimos passos na nova licitação da coleta de lixo em Cuiabá a partir da semana que vem. Na segunda-feira, deverá ser realizada a abertura do envelope com a proposta da empresa Delta Construções, atual responsável pela coleta na cidade e única empresa considerada apta à concorrência pública. Até quarta-feira passada, o processo licitatório estava ainda “emperrado”, situação preocupante diante do cenário de sujeira na Capital e do iminente fim do contrato emergencial do município com a empresa Delta, que só vale até a próxima sexta-feira. Apenas a própria Delta e as empresas Penta Serviços de Máquinas e Limpatech se apresentaram para a licitação. Entretanto, em dezembro, os documentos dessas duas últimas não foram considerados habilitados por uma série de irregularidades, e a licitação foi postergada. Para continuar no páreo, a Limpatech interpôs um recurso, mas nesta quarta-feira o município decidiu não provê-lo – decisão que tanto “desemperrou” o processo licitatório quanto o deixou nas mãos de uma só empresa, a mesma Delta que já descontenta a população devido ao serviço de coleta insuficiente. De acordo com o procurador-geral do município, Fernando Biral, agora o próximo passo é abrir os envelopes com as propostas. No caso, o envelope da Delta, que já recebe R$ 665 mil mensais sob contrato emergencial para coletar o lixo em Cuiabá desde julho no ano passado, quando a empresa Qualix foi dispensada devido à precariedade dos serviços. Com a abertura do único envelope válido, a prefeitura então vai analisar se a proposta está de acordo com o que o município pretende praticar. A coleta de lixo atualmente é um dos problemas que mais saltam aos olhos na Capital. Nos mais diferentes bairros da cidade, as lixeiras se mostram lotadas, com sacolas de lixo caindo ao chão. A população, por sua vez, reclama da ausência dos caminhões de lixo, que em muitos locais só têm passado uma vez por semana. Em alguns, nenhuma. Com a nova licitação, a Delta tem que disponibilizar ao município trinta caminhões, sendo uma metade de caminhões “trucados” (com capacidade para recolher até 18 metros cúbicos de lixo) e outra metade de “tocos” (veículos para até 12 metros cúbicos). Além dos caminhões, a empresa vencedora tem de disponibilizar um motorista e outros três funcionários para fazer a coleta. QUALIDADE – Segundo Biral, o contrato entrará em vigor imediatamente, assim que for assinado. Questionado se a cidade não estaria “trocando seis por meia dúzia” ao contratar por um ano (prorrogável por mais quatro) uma empresa que há seis meses já não trabalha a contento, o procurador assegura que, desta vez, o serviço será de qualidade finalmente satisfatória. Ele argumenta que o caráter emergencial do contrato assinado com a Delta compromete o trabalho. Justamente por se tratar de um termo emergencial, as partes não tiveram condições de acertar a disponibilidade de mais veículos para a coleta (o atual contrato prevê a disponibilidade de vinte caminhões do tipo “toco”). Agora, com a disponibilidade de mais veículos e maior capacidade, “isso vai com certeza fazer com que a coleta seja cem por cento. A gente ficou travada por conta desse contrato emergencial”, anuncia o procurador
Fonte: Diário D e Cuiabá














